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Aprenda a calcular o erro máximo permitido de uma balança

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Aprenda a calcular o erro máximo permitido de uma balança

A balança é um equipamento de medição sujeito a fraudes e influências e, por isso, possui uma legislação específica, a portaria do Inmetro n° 236/94.

 

Esta portaria rege a fabricação, a manutenção, e o uso das balanças não automáticas no Brasil (não automáticas são aquelas balanças que necessitam de um operador para colocar ou retirar a carga a ser pesada).

 

Para determinar o erro máximo aceitável para uma balança é preciso entender algumas informações contidas nessa portaria.

 

A portaria divide as balanças em 4 classes de exatidão: I (Fina), II (Especial), III (Média), IIII (Ordinária) e os erros máximos permissíveis variam de acordo com estas classes.

Para se calcular o erro máximo permitido, primeiramente é necessário saber a classe da balança e o “e” (divisão de verificação). Estas informações estão na chapa de identificação [link da matéria].

Obs: A classe da balança também pode ser identificada utilizando a portaria 236 de 1994 do Inmetro.

Com estes dados em mãos, é possível determinar os erros máximos permitidos para sua balança. 

Os valores dos erros máximos permitidos são calculados de acordo com a tabela 4 (abaixo) da portaria 236/94 e variam de acordo com a classe e faixa de pesagem.

Tabela Erros Máximos permitidos

No caso de uma blitz do órgão fiscalizador (com as balanças em uso), os erros máximos permitidos são o dobro dos erros máximos apontados na tabela acima.

Entendendo a tabela

Veja um exemplo da chapa de identificação.

Veja um exemplo da chapa de identificação.

Na balança acima “e” = 1 g e classe de exatidão III.

 

Com estas informações consulta-se a tabela na coluna que corresponde à classe III, pois temos uma balança classe III.

Na faixa de 0 ≤ m ≤ 500e, ou seja, caso o peso a ser medido esteja na faixa de 0 g até 500 g o erro máximo permitido é de ±0,5e, ou ±0,5 g.

Na de 500e < m ≤ 2000e, ou seja, caso o peso a ser medido esteja na faixa de acima de 500 g até 2000 g o erro máximo permitido é de ±1e, ou ±1 g.

Na faixa de 2000e < m ≤ 10000e, ou seja, caso o peso a ser medido esteja na faixa de acima de 2000 g até 10000 g o erro máximo permitido é de ±1,5e, ou ±1,5 g. (Neste caso, como a balança do exemplo tem capacidade máxima de 3 kg, ou 3000 g, então de 2000 g até 3000 g o erro máximo permitido é de ±1,5e, ou ±1,5 g.

Resumindo:

Faixa

Erro

0 a 500 g

0,5 g

500 g a 2 kg

1 g

2 kg a 3 kg

1,5 g

Porém, não podemos esquecer que a balança do exemplo é de 3000g x 1g. Ela exibe em seu display somente de 1 em 1 g (exemplo: 1 g, 2 g, 3 g e assim por diante até 3000 g, portanto ela não exibe 0,5 g, nem 1,5 g, neste caso a tabela fica desta forma:

Faixa

Erro

0 a 500g

0g

500g a 2kg

1g

2kg a 3kg

1g

Ou seja, para a balança do exemplo, de 0 a 500 g ela não pode errar e de 500 g até 3 kg ela pode errar 1 g. Desta forma estaria dentro da tolerância perante a legislação.

A importância do erro máximo permitido

Sempre que realizamos a verificação de uma balança, é recomendado comparar os resultados aos erros máximos permitidos apresentados pela portaria 236/94. O fiscal do Inmetro ou Ipem irá avaliar a balança de acordo com o estabelecido na portaria.

O proprietário deve sempre manter seu equipamento de acordo com os requisitos metrológicos estabelecidos na portaria. Após a realização de uma calibração ou verificação, e os resultados apresentados indicarem que a balança não atende aos erros máximos permitidos, é recomendado que a balança passe por reparo/ajuste, pois estará sujeita a multas e sanções por estar em desacordo com o regulamento metrológico nacional.

Apenas um técnico acreditado pelo Inmetro pode realizar esse serviço. Ele tem o selo de reparo que deve ser colocado em qualquer balança após ser consertada/ajustada e responderá pelo serviço prestado. Após o serviço, o Ipem/Inmetro deverá ser notificado para que faça a verificação novamente e, estando de acordo com a portaria, coloque o lacre dele.

 


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